estou em casa, sem computador e doente. não sei ao certo se estou doente mesmo, apesar de me sentir mal. talvez seja um excesso de cansaço ou alguma coisa que somatizei. na dúvida, tomei 2 comprimidos de vitamina C.
ontem preenchi o formulário para o vestibular pela segunda vez, embora não lembre de como foi a 1a. lembro que foi no papel. não faz nem tanto tempo assim, mas tempo suficiente pra tudo ter mudado muito rápido.
não sei como vai ser a rotina de provas, um conteúdo que nem sei se cheguei a dominar algum dia, milhões de colegiais nervosos e ansiosos. lembro de mim na época. 17 anos recém-feitos e eu pisava na faculdade que passava todos os dias voltando pra casa. era meu sonho de consumo, confesso.
todos os dias intermináveis do colégio desembocariam naqueles pilares de concreto. o 2o grau não terminava nunca e eu já vivia em outro mundo desde os 12. tirando as aulas de história, redação e português, não sabia absolutamente nada. mas isso de forma alguma me plantou alguma insegurança em relação ao vestibular. não foi arrogância, foi o medo que virou certeza.
e agora, 4 anos, me vejo na mesma posição, mas em um lugar muito diferente. não me vejo com a mesma certeza, mas com o mesmo otimismo de quem nunca vivenciou uma faculdade. provavelmente vou ser mais velha do que meu novos veteranos de curso.
precisei de 7 períodos de desenho industrial para evoluir e aprender com tudo que passei nesses últimos anos. não foi fácil. eu demoli uma casa e construí outra, como na história dos três porquinhos (influência da psicanálise dos contos de fada). obras dão muito trabalho e os prazos vivem se alongando, depois ainda sobra poeira, é uma merda. mas quando termina, é ótimo.
me sinto mal mas me sinto leve como uma pluma...
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2 comentários:
largar tudo?? vc se mostrava tao feliz com DI.. vai fazer o que???
Boa sorte, afinal, é assim q a vida é rica., ne?
como a gente cresce depois da faculdade... no meio do meu curso, que já concluí, surtei e insisti que aquele mundo frio e calculista do direito não era pra mim. não sei se por sorte ou azar minha mãe não me deixou desistir. na época, ela disse que se deve ir ao fim de tudo. e fui. me formei agora em junho, com 23 anos, e tô estudando pra oab. Se eu queria q fosse tudo diferente? claro! Acho que todos ansiamos nos formar e ser feliz. mas aprendi que isso é uma sequência irreal absurda. meu foco agora é conquistar um trabalho que me dê independência e depois vou correr atrás do meu desejo cênico.
Foi assim comigo.
Boa sorte pra vc!
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